Um minuto. Um segundo. Ou até, um centésimo. É o que basta para mudar toda a tranquilidade, toda a sua vida, todo o conceito que você tem sobre as coisas que conhece; ou acha que conhece. Basta um minuto. Para tirar seu sono, para inserir um sentimento que não estava ali até então, seja ele bom ou ruim. Bastam pequenas situações, mudanças, palavras.
Mudanças. Não gostamos, não aceitamos, não nos adaptamos. Porque mudar é sinônimo de crescer, e crescer é sinônimo de sofrer, sentir dor. Por que não gostamos de mudar sabendo que eventualmente essa mudança nos trará coisas boas? Abrirá novas portas, oportunidades que antes não conseguíamos ver ou entender devido a falta de amadurecimento?
Porque somos seres humanos. E seres humanos não suportam dor. Ou pelo menos, são extremamente sensíveis a ela. Mas a dor está lá por algum motivo. Reflita: o que seria a vida sem dor? Física ou psicológica? Nunca aprenderíamos lições, nunca saberíamos o certo ou errado, nunca apreciaríamos o que temos quando a dor é minimizada.
Querendo ou não, temos de aceitar e não podemos impedir as mudanças. Por mais radicais, doloridas, imprevisíveis que sejam. E temos que aprender que o que ficou pra trás, teve um motivo para que ficasse. Se não nos adaptarmos a realidade, de aceitar a dor e aprender com ela, ficamos para trás. E ficamos remoendo o que aconteceu, sendo que o que aconteceu é passado.
Por que temos a necessidade de querer "voltar no tempo" ao invés de aceitarmos o que aconteceu? Por que nos prendemos a velhas memórias e não criamos novas? Por que somos fúteis de insistir em acreditar que tudo nessa vida é permanente, sendo que tudo muda? Você muda, eu mudo, nós mudamos. Tudo muda. Agora como ficamos na vida, estáveis ou instáveis, depende somente de nós. Cada etapa, situação, crescimento, fase ou mudança, cabe somente a nós decidirmos como vamos reagir. Pode ser o fim da linha ou apenas a segunda chance, uma nova etapa.
E aí temos que seguir em frente, let go. Temos que nos desligar, pouco a pouco, do que passou, por mais doloroso que seja. Temos que extrair a lição do que acabou de acontecer, para não errarmos futuramente. E se errarmos, aí vem outra mudança, outra etapa, outra fase. Pois nada é permanente e estamos aqui pra viver. Para podermos olhar para trás e abrir um sorriso, e não ficar desejando ter feito diferente.
Porque se fosse diferente, você não estaria onde está hoje.
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