terça-feira, 25 de janeiro de 2011

where is the love?

          Publicarei aqui, a minha indignação com a banalização do amor. Vou dar uma de moderadora de comunidades inúteis do orkut e direi que hoje, as pessoas falam que amam umas as outras com pouca convivência. Seria hipocrisia da minha parte dizer que nunca disse que amava alguém sem ter noção do que estava dizendo.
          Amar vai muito além de gostar de alguém, amar é respeitar, é dizer a verdade, é ser humilde, é ser solidário, é ser carinhoso e além de tudo, querer o bem dessa pessoa. Agora, você se pergunta, "ah, mas meu namorado(a) diz que me ama e não faz isso". Ok, você pode ter várias questões a analisar antes de afirmar que o seu namorado(a) não te ama. 1 - A quanto tempo vocês estão juntos? 2 - Que tipo de situação vocês já passaram juntos? 3 - Vocês convivem? 4 - Ele(a) é uma pessoa tímida/fechada/introvertida?
          Quando você ama alguém, muitas vezes você acaba se confundindo, cometendo erros, e um desses erros mais comuns é não saber se expressar. Mas lá, deep in your soul, você sabe que faria tudo por ele(a).
          Enfim, voltando ao tema principal dessa postagem: os jovens de hoje em dia, acham que apaixonar-se é a mesma coisa que amar. Apaixonar-se é "ter uma quedinha", e principalmente, é platônico. E comprovado cientificamente, apaixonar-se é apenas mais uma necessidade humana, inconsciente - como comer, beber, ir ao banheiro.
           Amar passionalmente alguém é algo totalmente diferente. Você sente vontades do tipo homicídio, suicídio, e por isso vai muito além de explicações e da vontade de viver. Amar é quase uma doença mental, porque se você for pensar, vamos de raiva a ansiedade, fazemos loucuras irracionais... E isso, na psiquiatria, chama-se psicose. Ou seja, amar é praticamente uma doença mental. Enquanto apaixonar-se, uma necessidade mental.
           Perceberam a diferença? Então, você, querido sem noção, não diga que ama alguém antes de realmente conhecer essa pessoa. Antes de saber suas manias, seus defeitos, seus hábitos, sua rotina. Antes de ela incluir você na sua vida.
           E sabe o que mais? Nem eu sei se você particularmente é minha doença ou a minha necessidade mental...


Fonte: http://www.redepsi.com.br/portal/modules/news/print.php?storyid=1444

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