domingo, 23 de janeiro de 2011

tempo, temps, time

          Grandeza física diretamente associada ao sequenciamento, mediante ordem de ocorrência, de eventos coincidentes - eventos estes sempre observados a partir da origem do referencial para o qual se define o tempo. É medido via comparações com evento que se repita de forma uniforme e simétrica em um mecanismo físico oscilatório à energia constante (relógio).
         Tempo é a grande razão de nossas vidas. É com o tempo que ficamos velhos, cansados; aprendemos lições; cometemos erros. Tempo é infinito.
         O tempo é que mostra o que realmente valeu a pena, o tempo nos ensina a esperar, o tempo apaga o efêmero e acaba com a dúvida.
         Confessá-lo-ei que particularmente preferia não ter noção do tempo, não ter noção de que horas são... Mas sensata como é a sociedade, seria impossível viver sem o tempo. Aliás, estou errada: teríamos de viver com o tempo, mas mais felizes seríamos se não necessitássemos de relógios para delineá-lo. Impossível seria, devido a sociedade capitalista que vivemos hoje; temos horário para acordar, trabalhar, estudar, comer, jantar, almoçar... Assim foi criada a indústria de calendários e relógios. 
         Mas pequenos momentos, aqueles momentos gostosos que passamos com quem amamos, pareceriam eternidades. E afinal, é isso que importa. Afinal, sempre dizem que não importa o tempo que você passa com alguém, e sim a intensidade desse relacionamento. Pois é uma noite intensa que conta, não um mês de apenas companhias convenientes. Mas também, considerarei que um certo tempo sem algum ente querido parece uma eternidade... E no caso contrário, quando minha mãe morreu, já fazem 7 anos e meio e ainda assim, parece que foi ontem. Parece que eu acabei de começar a ficar de luto, e que eu não consegui nem dizer adeus ainda...
         
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para...

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